I – A ICAR USURPA A TRINDADE
O papa se apropria, indebitamente, do lugar e dos nomes que pertencem exclusivamente a Deus (Vaticano II, “Lumen Gentium”, Vol. III).
1. Deus Pai - O papa afirma ser o “Santo Padre”, título exclusivo de Deus Pai. Em João 17:11, lemos: “E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós”.
2. Deus Filho – O papa afirma ser o líder da Igreja, quando somente Jesus Cristo merece esse título. Em Colossenses 1:8, lemos:
“Ele (Jesus Cristo) é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”.
Em Efésios 5:23, lemos: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.
3. Deus Espírito Santo – O papa afirma ser o “Vigário de Cristo”, ofício exclusivo do Espírito Santo.
Em João 14:26, lemos: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.
O papa sempre tem usurpado os títulos divinos. O catecismo católico diz que o papa é “o árbitro do mundo, o supremo juiz no céu e na terra, julgando sobre todos e não sendo julgado por ninguém, sendo o próprio Deus na terra”.
Como vemos, a TRINDADE DIVINA tem sido usurpada pela ICAR e sua hierarquia.
II - A INTERMEDIAÇÃO DE CRISTO É USURPADA
A Bíblia declara, na 1 Timóteo 2:5-6: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo”. Contudo, a ICAR afirma que
1. As missas que ela celebra podem repetir o sacrifício de Cristo na cruz e transformar o pão e o vinho no corpo, sangue, alma e divindade de Cristo. Ela diz que a Eucaristia perpetua o sacrifício na cruz (Eucharisticum Mysterium, Entro. C). Ela afirma ainda que no sacrifício da missa o Senhor Jesus Cristo é imolado. (Ibid, C). Vamos ver o que diz a Bíblia. Cristo gritou na cruz: “Está consumado” (João 19:30). Em Hebreus 9:25-26, lemos: “Nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no santuário com sangue alheio; de outra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo”.
Em Hebreus 10:12, lemos: “Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados, está assentado à destra de Deus...”
2. A ICAR elevou Maria ao ofício de Mediadora, negando a 1 Timóteo 2:5, onde Paulo ensina: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus Homem”.
O papa JP2 declarou que “Em Maria efetua-se a reconciliação com Deus com a humanidade” (“On Reconciliation and Penante”, St. Paul Editos, p.139).
Nenhum cristão deve aceitar o “Culto à Bendita Virgem” (Vatican II, Lúmen Gentium, VIII, p. 66). Isso é idolatria e um insulto à Pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo.
Como vemos, a intermediação de Cristo é usurpada pela ICAR.
III – A AUTORIDADE DA BÍBLIA É USURPADA
1. AICAR tem estabelecido as falsas reivindicações de que somente ela tem preservado a Palavra de Deus, sendo, portanto, a mantenedora da verdade bíblica. Entretanto, a sua rejeição à Bíblia, como exclusiva regra de fé e prática, tem sido confirmada através de muitas adições feitas às Sagradas Escrituras. [Para não mencionarmos as perseguições que ela tem feito à Bíblia durante mais de 15 séculos]. O mandamento e admoestação de Deus é que nada seja acrescentado à Sua Palavra.
Vamos ler algumas passagens que dizem isso.
a) Deuteronômio 4:2: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que eu vos mando.”
b) Deuteronômio 12:32: “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás”.
c) Provérbios 30:6: “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso”.
Jeremias 23:28: “O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale a minha palavra com verdade. Que tem a palha com o trigo? diz o SENHOR”.
d). Apocalipse 22:18: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro”.
2. A ICAR acrescentou à Bíblia os livros apócrifos. Esses livros jamais foram reconhecidos pelo Cânon dos Judeus (Romanos 3:2). Todos foram rejeitados pelos pais da igreja e, obviamente, não são inspirados. O autor do livro 2 Macabeus, no verso 15:3, até se desculpa das imperfeições do mesmo. Um deles até parece induzir ao suicídio. [Imaginem o Espírito Santo, que é Deus, pedindo desculpas ao homem ou induzindo-o a cometer suicídio!] Esses livros não constam do Cânon das Sagradas Escrituras e, mesmo assim, foram acrescentados ao Cânon da ICAR, a fim de completar a sua bíblia fraudulenta.
3. A ICAR também acrescenta à Bíblia as tradições apostólicas e eclesiásticas. A tradição oral, transformada em centenas de livros de tradição escrita, não é confiável, conforme se pode ler em João 21:22-23: ”Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti?”
4. A ICAR também ensina que a interpretação da Escritura Sagrada deve ter o “consenso unânime dos pais.” Contudo, os pais jamais foram unânimes na interpretação da mesma, contradizendo-se uns aos outros, jamais estando de acordo. De fato, por incrível que pareça, Gregório (o Grande), Bispo de Roma, declarou que o Bispo de Roma que afirmasse ser o bispo universal (papa) seria o precursor do Anticristo. (Registo Epist. 1-b.v.11.Ind. Is e os. 33 et Binet Domisitos).
Cristo nos admoestou a respeito da tradição, declarando em Mateus 15:3,6 e 9: “... Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? ... E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus... Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”.
A ICAR se apresenta, então, como uma confessa mentirosa, tornando-se, desse modo, alvo da condenação do Deus Todo Poderoso, por acrescentar, deliberadamente, tradições humanas às Sagradas Escrituras, que são a VERDADE (João 17:17).
No final do século 19, a ICAR ainda iria acrescentar à Escritura Sagrada a Infalibilidade Papal.
Tudo isso nos mostra que a autoridade da Bíblia tem sido usurpada pela ICAR.
IV. REMISSÃO DE PECADOS
O papa JP2 declarou: “Seria tolice e presunção... afirmar que se recebe o perdão fora do sacramento da penitência” (“On Reconciliation & Penance”, p. 15). Além, disso, ele insistiu em que a confissão auricular com o sacerdote católico ”se constitui na única maneira ordinária através da qual o fiel, consciente de grave pecado, pode se reconciliar com Deus”. (Ibid, mesma página).
Contudo, a Bíblia nos ensina que o único meio para a verdadeira remissão de pecados é totalmente diferente daquele indicado pelos papas e pelos padres, através de penitências e absolvições dadas pelos mesmos. Vamos ler Esdras 11:11: “Agora, pois, fazei confissão ao senhor Deus de vossos pais...” Em Mateus 11:28, Jesus fala: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”.
Como vemos, o Senhor Jesus Cristo jamais colocou qualquer padre ou papa entre Ele e o pecador.
Portanto, a remissão dos pecados é também usurpada pela ICAR.
V - GARANTIA DE SALVAÇÃO USURPADA
A ICAR amaldiçoou o meio de salvação ensinado na Bíblia, com esta doutrina: “Se qualquer pessoa disser que é pela justiça do próprio Cristo que ela é formalmente justificada, que seja anátema.” (Concílio de Trento, Secção 6, Cânon 10).
“Os pecados devem ser expiados. Isso deve ser feito na terra, através de tristezas, sofrimentos e provações nesta vida e, acima de tudo, através da morte. De outro modo, a expiação deve ser feita na outra vida, através do fogo e dos sofrimentos nos castigos purgatórios”. (Indulgentium Doctrina, I).
Desse modo, a ICAR remove toda a segurança que um pecador possa ter em matéria de salvação eterna. Contudo, a Bíblia nos mostra um quadro bem diferente, no qual “o mais vil pecador//, que verdadeiramente crê//, recebe imediatamente// o perdão de JC”.
Na 1 Coríntios 1:30, lemos: “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”.
Em Romanos 5:18, lemos: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida”.
Podemos ser salvos, aqui e agora, recebendo total garantia de fé na certeza da vida eterna. Não precisamos de sacerdote algum – a não ser Cristo, (Hebreus 4:15). Nem de sacrifício algum - a não ser o de Cristo (1 João 1:7). E muito menos de mediador algum - a não ser Cristo (1 Timóteo 2:5).
As “más novas” da ICAR nos garantem o purgatório - um lugar fictício. As “boas novas” de Cristo nos garantem o paraíso, através da simples fé em Seu sacrifício vicário na cruz. Estas são, de fato, BOAS NOVAS. Lembremo-nos do que Pedro (que segundo invenção da ICAR foi o seu “Primeiro Papa”) falou em Atos 4:12: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos”.
Atenção, portanto: A ICAR não é uma igreja cristã e a garantia da salvação é mais uma verdade por ela usurpada.
Mary Schultze, 28/12/02/Outubro 2012
Informações colhidas no site EIPS.
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