SALMO 100
“Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra”.
“Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com cântico”.
“Sabei que o Senhor é Deus, foi ele e não nós que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto”.
“Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios com hinos”.
“Louvai e bendizei ao seu nome, porque o Senhor é bom e é eterna a sua misericórdia sua verdade se estende de geração a geração”.
Cada um de nós possui uma característica diferenciada para extravasar as emoções quando se comemora alguma coisa. Enquanto há alguns que gostam de se isolar dos outros para viver esse momento bem reservado, outros têm a necessidade de se reunir com familiares e amigos e demonstrar a sua plena satisfação pelos motivos de sua celebração.
Quando se celebra algo, você constrói uma estrutura social podendo ser evidenciada na comunidade, onde se reúne pessoas que são incentivadas a participarem do mesmo ritual. Esta manifestação gera um significado de celebração a plenitude da vida e se repete sempre como demostração de alegria e satisfação por algo que tem sido bom em sua existência. Em nossas igrejas temos esse exemplo quando celebramos sempre a “Ceia do Senhor”. Esse memorial é freqüentemente repetido como um ritual porque possui um significado importante para a vida da igreja e também para a vida de cada pessoa em especial, também faz parte de uma história que marca um dos sentidos daquilo que cremos e testemunhamos a respeito de Jesus Cristo, o que significa sempre ser um imenso prazer esta celebração por várias vezes.
A verdadeira celebração produz o envolvimento de dois aspectos importantes que o salmista procura de forma inteligente e sensível expor intrinsecamente no texto com o objetivo de nos fazer aprender a reviver através da celebração momentos que marcaram a história da nossa fé cristã e marcam diariamente as nossas vidas com Deus dentro e fora da igreja.
O salmista então nos convida a viver uma vida de celebração envolvendo o nosso corpo, a nossa mente e o nosso espírito numa perspectiva de testificar a glória e a majestade de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo, como um ato consciente e evolutivo com total entrega e devoção. Esta celebração se inicia de forma individual e tem o seu ápice dentro da igreja, na coletividade. O texto mostra a tentativa do salmista em nos ensinar a celebrar a existência da autoridade do nosso Deus, nos levando a buscar uma seqüência de valores que são na verdade os pilares espirituais da vida do servo fiel ao se expressar dignamente ao seu Senhor. O convite é para todos nós e é também imprescindível para se estabelecer a verdadeira relação do homem com o seu Deus no plano material e espiritual. “Deus é Espírito e importa que os seus adoradores, o adorem em espírito e em verdade” (João 4: 24).
O verso primeiro mostra o chamado do salmista para que todos venham celebrar ao Senhor com grande alegria sem esconder o seu contentamento. Esse chamado gera uma condição imposta a quem tem o desejo de expressar toda a sua gratidão como uma regra que deveria ser muito bem evidenciada. É importante observar que o chamado é para todos os moradores da terra, o que significa dois desejos existentes na vida do salmista. Um era que o Senhor Deus fosse verdadeiramente adorado por todos os homens e o outro é que essa adoração deveria ser de livre e de espontânea vontade, de coração cheio de reconhecimento ao favor divino.
Outro fator importante observarmos na atitude do salmista em convidar a todos pra celebrar ao Senhor é o estado de espírito que cada um deveria se apresentar nesta cerimônia. Todos deveriam estar com os seus corações jubilosos, ou seja, todos deveria estar fazendo isso com grande alegria, com satisfação e muito prazer. Penso que assim o salmista teria convicção que Deus estaria se agradando da celebração de todos que aceitasse o convite. Esta preocupação do salmista mostra o zelo e a seriedade que precisamos aprender ter todas as vezes que vamos a casa do Senhor para celebra-lo. “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor” (Salmo 122: 1).
Nos versículos a seguir, o salmista nos ensina quais são os passos que devem existir na celebração de todo o servo que está diante da presença do Senhor. Esses são para mim os pilares que podem sustentar uma celebração de corpo, alma e coração, com sensibilidade totalmente espiritualizada em um ritual voltado para a liturgia eclesiástica. O primeiro pilar trata-se da condição em que o indivíduo se apresenta ao Senhor para oferecer a sua celebração. Esta condição é única na vida de cada pessoa, pois ela identifica a posição que assumimos diante da presença de Deus, ou seja, nos apresentamos para oferecer a nossa celebração como “servos”. O coração precisa estar exalando alegria pelos motivos de sua celebração e pelo fato de estar diante do Deus todo poderoso como resultado da bênção recebida, da vitória alcançada, da misericórdia imerecida que foi incontestavelmente recebida através de Jesus Cristo, ou até mesmo pelo desejo de estar em sua casa com vida e saúde, com todos os desafios a vencer, para oferecer o seu culto exercendo o seu papel. Tudo isso precisa fazer de você um servo que reconhece a soberania e o poderio do seu Senhor com um coração desejoso para se apresentar a ele com cânticos de exaltação a sua glória e majestade (verso 2) “Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com cânticos” O segundo pilar trata-se da certeza que o servo precisa ter em relação à pessoa de Deus, ou seja, quem é o seu Senhor. Esta condição é fundamental para que não haja dúvida em quem estar a honra, o poder e a glória e a partir desta certeza, a confiança, a fé e a submissão será atribuída a quem realmente merece. Este pilar é muito importante para identificar o servo do seu Senhor, a criatura do seu criador e com isto a definição de que a celebração será sempre do servo para o seu Senhor. Mas há duas marcas evidenciadas neste pilar que precisamos tomar posse e fazer delas a base da certeza que buscamos ter de que Deus é o Senhor a quem devemos toda a celebração. A primeira marca é que “somos propriedade do Senhor” e a segunda marca é que “o Senhor tem cuidado de cada um como suas ovelhas”. Há evidencias de que o Senhor cuida daquele que o reconhece e o honra como o seu pastor, sendo esta a marca do amor incomparável de Deus para com todos aqueles que fazem parte do seu rebanho (verso 3) “Sabei que o Senhor é Deus. Foi ele e não nós que nos fez povo seu e ovelha do seu pasto”
Tenha um bom dia com Cristo
Pr Jeremias Gomes Barbosa
Pastor Auxiliar da SIBT

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