segunda-feira, 17 de setembro de 2012

DEUS NOS FEZ SIMPLES E DIREITO MAS...



Disciplinada Simplicidade
 

Tudo ao nosso redor trabalha contra areorganização e contra a simplificação de nossas vidas. Tudo! O nosso mundo éconfuso e complicado. Mas não foi assim que Deus o criou. Foi essa humanidadedepravada e insaciável que o fez tornar desse jeito!
 

Deusnos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo.  - Eclesiastes 7:29(TLH)
 

Os anúncios de publicidade têm um alvo básico:
Tornar-nos descontentes, miseravelmenteinsatisfei­tos com o que somos e com o que temos. Por quê? Para que venhamos aadquirir o que eles nos ofere­cem. O lema da nossa sociedade consumidora é umalto e dogmático - mais! Nada é satisfatoriamente suficiente.
 

Qualquer um que se inicia no mundo dos negó­ciosou no mundo religioso sente que deve apren­der rapidamente acerca dacompetição, o que mul­tiplica a pressão, aumenta as expectativas, e acelera avelocidade.
 

Muito embora a competição tenha os seusbenefícios, quem pode medir os efeitos secun­dários indesejados que surgemquando ela é exage­rada a ponto de ficar fora de controle? Quotas não são nuncasuficientes. Relaxar a tensão nunca é uma opção. O tamanho e a quantidade sãosempre insuficientes.
 
 

Salomão, o sábio, estava absoluta­mente correto: "Nóscomplicamos tudo."
 

E não somente adquirimos coisas... também asguardamos, as acumulamos. E, ainda, não estamos simplesmente competindo... somoslevados a vencer, sempre a vencer qualquer compe­tição. E não apenas queremosmais, temos de despender mais tempo na manutenção de todas essas coisas. Manterà frente nessa corrida malu­ca nos faz ficar exaustos, ansiosos, sem fôlego.
 
 

Certamente Deus não é o responsável por essaconfusão. O que Thomas Kelly disse a esse respeito vem agora à minha mente. Elelembra aos seus lei­tores que Deus "nunca nos guia a uma intolerávelsituação de um estado febril ofegante."
 

Para reorganizar o nosso próprio mundo, a ne­cessidadede simplificar é imperativa. Caso contrário, nós não conseguiremos encontrardescanso dentro de nós, não conseguiremos entrar nos profundos e silenciososrecessos de nosso coração, lá onde as melhores mensagens de Deus nos sãocomunicadas. E se por muito tempo vivermos nessas condições, nosso coraçãoficará gelado em relação a Cristo, e acabaremos nos tornando alvos da sedução,num mundo perverso. Que perigos nos assediarão se chegarmos a esse estado!
 

Lembro-me agora de uma advertência que Paulofez aos seus amigos daquela comunidade ocupada, carnal, consumidora, deCorinto:
 

Masreceio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim tambémseja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devi­das aCristo -2 Coríntios 11:3
 

Em certas horas eu também sinto o mesmo re­ceio."Apartar-se", como disse Paulo, é algo que pode ocorrer nos lugaresmais insuspeitos: num lar em que todos os membros da família sejam crentes...numa igreja em que a verdade seja ensinada e em que Cristo seja exaltado... atémesmo num seminá­rio, onde os estudantes estejam muito ocupados, sejam muitopressionados a produzir, sintam-se exaustos em suas tentativas de manter oequilíbrio entre o trabalho, os estudos, a recreação, as neces­sidadesfamiliares, o descanso físico e os compro­missos externos de seus ministérios.
 

Eu receio, confesso, que tal contexto possadesencaminhar alguns em relação à específica razão pela qual se matricularam noseminário: encontrar contentamento na simplicidade e na pureza devi­das aCristo.
 

Que estranho! No mesmo local em que homens emulheres estão sendo treinados para se tornarem mensageiros e servos de Deus,há perigos bem reais que levam às consequências de uma vida complicada. Se aquiisso pode ocorrer, isso pode acontecer em qualquer lugar.
 

A nossa ocupação tor­na-se uma perigosainimiga, sempre que ela levan­ta a sua cabeça doentia.
 

Extraído do livro Intimidade com oTodo-Poderoso de Charles R. Swindoll
 
Graça e Paz

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