sábado, 15 de setembro de 2012

O FARDO DA PREOCUPAÇÃO

 

Guia-memansamente a águas tranquilas. SALMO 23.2
 

A preocupação é o fardo de aniagem da carga.Ele transborda com "E se" e "Como posso". "E se choverem meu casamen­to?" "Como posso saber quando disciplinar meusfilhos" "E se eu me casar com um sujeito que ronca?" "Comopode­remos bancar a educação de nosso bebê?" "E se depois de toda aminha dieta, eles descobrirem que alface engorda, e chocolate não?"
 

O saco de estopa da preocupação. Incômodo.Grossei­ro. Sem atrativos. Rangente. Difícil de manusear. Irritante de secarregar, e impossível de se largar. Ninguém quer as suas preocupações. Verdadeseja dita, nem você as quer. Ninguém tem de lembrar-lhe o alto custo daansiedade. (Mas o farei de qual­quer modo). A preocupação divide a mente. Otermo bí­blico para preocupação (merimnas) é um composto de duas palavrasgregas: merizo, "divide", e nous, "a mente".
 

A ansiedade reparte a nossa energia entreprioridades de hoje e problemas de amanhã. Parte de nossa mente está no ago­ra;o restante, no ainda não. O resultado é meia mente vi­vendo.
 

E esta não é a única consequência.Preocupação não é uma doença, mas causa enfermidades. Ela tem sido associada àpressão alta, problemas cardíacos, cegueira, enxaquecas, mau funcionamento datireóide e inúmeras perturbações estoma­cais.
 

Ansiedade é um hábito dispendioso. Claro,poderia valer o custo, se funcionasse. Mas não funciona. Nossas inquietaçõessão vãs. Jesus indagou: "E qual devós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um cevado à suaestatura?" (Mt 6.27). A preocupação nunca clareou um dia, nuncaresolveu um problema, ou curou uma enfermidade.
 
 

Lamentavelmente, preocupação não é uma tarefaque você pode repassar a outrem. Contudo, você pode superá-la. E não há lugarmelhor para começar que no verso 2 do salmo do pastor. "Guia-me mansamente a águas tranquilas", declara Davi.E, caso percamos o ponto, ele repete a frase no versículo se­guinte: "Guia-me pelas veredas dajustiça".
 
 

Deus nos guia. Diz-nos o que precisamossaber, quando pre­cisamos sabê-lo. Como afirmaria um escritor do Novo Testa­mento:"Encontraremos graça sempre queprecisarmos de ajuda" (Hb 4.16, NTLH, ênfase minha).
 

Ouça uma versão diferente: "Cheguemos, pois, com confi­ança aotrono da graça, para que possamos alcançar misericór­dia e achar graça, a fimde sermos ajudados em tempo oportu­no" (Hb.4.\6, ênfase minha).
 

Deus se Interpõe entre você e a necessidade.E na hora certa, dá a você a passagem. Não foi esta a promessa que Ele fez aosseus dis­cípulos? "Quando, pois,vos conduzirem para vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo quehaveis de dizer; mas o que vos for dado naquela hora, isso falai; porque nãosois vós os que falais, mas o Espírito Santo" (Mc 13.11, ênfaseminha).
 

Não é esta a mensagem dada por Deus aosfilhos de Israel? Ele prometeu supri-los de maná a cada dia. Aqueles que deso­bedeceram,e colheram maná para dois, acharam-se depois com maná apodrecido. A únicaexceção à regra era a véspera do sábado. Na sexta-feira, eles podiam colher odobro. Por outro lado, Deus lhes daria o que eles necessitassem, na hora de suanecessidade.
 

Deus nos guia. Deus fará a coisa certa nahora certa. E que diferença isto faz! Desde que sei que a sua provisão éoportuna, posso desfru­tar o presente.
 
 

"Dêsua total atenção ao que Deus está fazendo agora, e não se preocupe com o quepoderá ou não acontecer amanhã. Deus ajudará você a lidar com qualquerdificuldade que sur­gir, quando chegar a hora" (Mt 6.34, traduzidoda versão in­glesa MSG).
 

Esta última frase é digna de um marcador detexto: "Quan­do chegar a hora".
 
 
 "Eu não sei o que faria se o meu maridomorresse". Você saberá, quando chegar a hora. "Quando os meus filhossaírem de casa, penso que não su­portarei". Não será fácil, mas a forçavirá quando chegar a hora.
 

A chave é esta: Encare os problemas de hojecom a força de hoje. Não comece a atacar os problemas de amanhã, até que oamanhã chegue. Você ainda não tem a força de amanhã. Você só tem o suficientepara hoje.
 

"Nãovos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de ama­nhã cuidará de simesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mt 6.34). Fácil falar. Nem sempre é fácilfazer, certo? Somos dema­siadamente propensos a nos preocupar.
 

Não pre­cisamos saber o que aconteceráamanhã. Precisamos saber apenas que Ele nos guia, e que "acharemos graça a fim de sermos ajudados em tempo oportuno"(Hb 4.16).
 

Extraído do livro Aliviando a Bagagem para asmães de Max Lucado
 

Adaptadopor Litrazini
 

Graçae Paz

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