Meu irmão (biológico) José Macedo foi um dos homens mais justos que eu conheci, do ponto de vista humano. Mas, infelizmente, ele morreu sem Cristo e não deve estar na presença do Salvador e Senhor por ele rejeitado, até a hora da morte. Quando tentei pregar o evangelho, em seu último dia de vida, ele me interrompeu com estas palavras: “Mana, eu já fiz a minha parte. Agora que Deus faça a dele”. Meu coração ficou sangrando!
No Sermão do Monte, Jesus dá um testemunho de Sua divindade, mostrando o programa que os Seus discípulos devem seguir. Neste incomparável sermão, Ele comprova a Sua origem divina, mostrando uma indiscutível autoridade nas declarações, não usando a expressão “Assim diz o Senhor”, como os antigos profetas fizeram, mas “Eu porém vos digo”,ou seja, “EU SOU ... o Filho unigênito de Deus e devo ser obedecido, sem relutância alguma”.
Nesta passagem do Evangelho de Mateus, Ele se apresenta como o Juiz da humanidade, autonomeando-se “O Filho do homem”. Muitos pensam que este titulo se refere à sua filiação com José, gerando, assim, alguma dúvida sobre a Sua divindade. Mas este título pronunciado pelos próprios lábios de Jesus está no Livro de Daniel (10:16) referindo-se a alguém “semelhante aos filhos dos homens”, o qual não é outro senão o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo. No livro de Enoque (apócrifo, de modo nenhum é parte da Palavra de Deus, mas pode ser útil para sabermos o modo de pensar e a terminologia dos religiosos judeus da época de Jesus), este título aparece muitas vezes, referindo-se ao personagem que existe desde toda a eternidade, o qual deveria ser chamado “filho do homem”, a fim de que os judeus pudessem aceitá-lo como sendo o Messias prometido, para reinar eternamente sobre o trono de Davi. Desse modo, o que Jesus fez, quando se designou “Filho do homem”, foi aprovar o título que os judeus já Lhe haviam conferido, desde os tempos do Velho Testamento. Este título pronunciado por Jesus é um título messiânico, não designando a Sua humanidade, mas apresentando o personagem celestial, que haveria de reinar eternamente sobre o Seu povo.
Em Atos 7:55-56, quando Estevão estava sendo apedrejado pelos judeus, com o aval do ainda incrédulo Saulo de Tarso, lemos: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus.” Aqui, o primeiro mártir do Cristianismo estava se referindo ao personagem de Daniel. Em Marcos 8:38, lemos:“Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.” Aqui, Jesus condena os que se envergonham do Seu nome. Em Marcos 13:26, lemos: “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.” Quem poderia vir com as nuvens do Céu, acompanhado dos Seus anjos, a não ser o próprio Deus? Em Marcos 10:45, lemos: “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.
Quem poderia resgatar os homens do pecado senão o próprio Deus? Eis uma prova de que Jesus não é um “filho do homem comum”, mas o Homem-Deus, que veio para resgatar a humanidade dos seus pecados. Infelizmente, esta estupenda verdade tem passado despercebida entre as seitas ditas cristãs e as falsas religiões em geral, as quais negam a Jesus Cristo a Sua legítima posição de Filho unigênito de Deus Pai.
Quando se trata de Jesus, a meia verdade é mais perigosa do que uma negação total, pois esta última é mais facilmente refutada. Infelizmente, muitos dos chamados “eruditos modernos” ignoram as próprias palavras de Jesus, preferindo confiar na sabedoria humana, que é lixo para Deus. Em Marcos 2:3-12, lemos: “E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa. E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos”.
Observem como os judeus ficaram escandalizados, quando Jesus declarou que os pecados do paralítico estavam sendo perdoados e a resposta que Ele lhes deu, a fim de calar a dúvida que predominava naqueles corações preconceituosos. Quem lê todo o Novo Testamento não pode deixar de entender que Jesus é de fato o Filho de Deus, da mesma essência do Pai celeste. A divindade de Jesus Cristo é claramente apresentada nos quatro evangelhos e nas epístolas do apóstolo Paulo.
Houve um tempo, em Seu ministério, no qual Jesus procurou esconder Sua condição divina, proibindo os discípulos de declarar a Sua divindade, conforme podemos ler nos evangelhos sinópticos. Mas, no Evangelho de João, esta lacuna é totalmente preenchida, a partir do capítulo 1. Em Mateus 11:27, lemos: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. Aqui observamos uma perfeita combinação com João 1:18: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”.
Jesus de Nazaré, o homem simples, que andava de alpargatas pelo chão poeirento da Galileia, era nada menos que o Deus Criador do universo. Quando Ele fez esta oração: “Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.” (Mateus 11:25), observamos a humildade de Sua conduta filial diante do Pai; mas, também, uma prova de Sua divina filiação.
Em Mateus 11:28, lemos: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Não seria apenas um farsante o homem que ousasse assim se expressar, caso não fosse o próprio Deus? Mas Jesus é Deus e, portanto, tem o direito de assim falar, porque tem todo o poder no Céu e na Terra.
Os que se julgam eruditos, mas não crêem na divindade de Jesus, provavelmente irão sofrer um castigo bem mais severo do que os símplices, que foram por eles enganados. E se você, que está lendo este texto embasado no trabalho do teólogo americano, John Gresham Machen(28/07/1881-01/01/1937), ainda não tem Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida, procure tomar esta decisão, o quanto antes, a fim de não morrer na incredulidade, conforme aconteceu com o meu pobre irmão José Macedo, um excelente poeta e jornalista, o qual, infelizmente, jamais chegou ao conhecimento da verdade e, por isso, deve estar sofrendo as tenebrosas consequências de sua descrença...
Mary Schultze, 03/09/2012 - maryonlybible.
Embasado no texto "ON THE DEITY OF CHRIST", de J. Gresham Machen
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