Já falamos sobre a divindade de Jesus Cristo e sobre o testemunho que Ele mesmo deu de Sua divindade, o qual não é encontrado apenas no Evangelho de João, mas em todos os evangelhos e nas Cartas do Apóstolo Paulo, onde Sua condição divina está clara, inclusive no portentosoSermão do Monte, onde Jesus fala por Si mesmo (“Eu porém vos digo”) e não “Assim diz o Senhor”, conforme os profetas do Velho Testamento costumavam fazer.
Contudo, precisamos notar algo mais. Todas as declarações de Jesus sobre a Sua divindade foram sempre confirmadas pelos milagres por Ele operados, e, assim, Ele comprovou estar falando a verdade, quando curava, miraculosamente, os enfermos que O buscavam.
Mas, existe alguma confusão no que se refere a este assunto. A operação de milagres pode ser um obstáculo à fé. E é mais fácil acreditar numa narrativa contendo milagres do que numa narrativa que não os contenha. Desse modo, quando conto aos amigos que vi um belo carro novo, torna-se fácil eles buscarem ver o tal carro, para comprovar a minha descrição, o que não é possível fazer com relação às narrativas do Novo Testamento. Nesse caso, fico em desvantagem diante dos meus leitores.
Então, se os Evangelhos contêm milagres, eles são mais facilmente acreditados, pois o próprio Jesus queixou-se de que os judeus O buscavam por causa dos Seus milagres, principalmente os de alimentar milhares de pessoas com alguns pãezinhos e peixes. Paulo diz: “Porque os judeus pedem sinal e os gregos buscam sabedoria (1 Coríntios 1:22). Neste caso, até os mais incrédulos costumam se render às evidências. Se Jesus não tivesse operado tantos milagres, provavelmente todos os judeus iriam considerá-lo apenas um homem comum. A criatura humana é por natureza egoísta e sempre está buscando receber favores...
Se Jesus não tivesse operado tantos milagres, os judeus assim pensariam: “Esse Jesus jamais poderia ser o nosso Messias Salvador, pois o Messias precisa ser poderoso, a fim de neutralizar o jugo romano que estrangula o nosso povo”. E foi isso que aconteceu.
Crer num Salvador que vem ao mundo em humildade não é fácil. Hoje em dia, os pentecostais ficam implorando por milagres e só se contentam quando algo sobrenatural acontece em suas reuniões. Por isso, as igrejas pentecostais ficam repletas de pessoas em busca de milagres, em vez de ali chegarem simplesmente para agradecer a Deus pelo que já receberam, pedindo perdão dos seus pecados e implorando que o Espírito Santo as transforme em pessoas melhores. Meu caso ainda é pior, pois quando entro numa destas igrejas, estou mais interessada em escutar as heresias (para depois comentá-las) do que em crescer na graça. “Mea culpa, Senhor!”. Este é o mal dos pesquisadores de religião!
Por causa da incredulidade das pessoas, admitir que um Salvador divino veio ao mundo simplesmente para salvar os pecadores (dos quais eu sou a principal) não passa de um conto da carochinha.
Os incrédulos preferem a palavra “reencarnação” do que “Encarnação”, porque esta última exige uma fé inabalável nas doutrinas da Bíblia, enquanto a outra pode ocorrer quando alguém assiste a uma sessão espírita e observa algum fenômeno estranho ali acontecendo. No final das contas, todos nós somos como Tomé, o discípulo incrédulo, e só costumamos acreditar nas coisas, quando vemos a realidade do que nos foi narrado. No caso de Jesus, os milagres foram narrados por pessoas confiáveis, que deram as próprias vidas pela sua fé e, portanto, são dignas de absoluta confiança, pois, dificilmente, alguém iria morrer por uma mentira.
O que vemos na leitura dos evangelhos é que Jesus Cristo não foi um homem comum, mas um Ser divino, com todo o poder. Assim, a veracidade dos evangelhos é resgatada e quem tem humildade para se curvar diante da verdade, é resgatado da dúvida.
Na base da teoria de um Jesus apenas histórico, tem sido construída a imagem de um Jesus liberal, a qual poderia agradar a gregos e troianos, como se fora uma Nova Reforma, hoje exigida por alguns líderes religiosos americanos, os quais não acreditam na infalibilidade da Bíblia.
Nos primeiros séculos do Cristianismo, Jesus foi considerado não apenas um mestre ou um profeta, mas uma figura sobrenatural, digna de ser adorada. Os eruditos modernos deixaram de crer nesta preciosa verdade. Mas quem lê os evangelhos com humildade, desejando crescer na graça e no conhecimento de Cristo, logo tem a certeza da divindade de Jesus, atestada pelos Seus portentosos milagres, e vai se arrepender dos seus pecados, reconhecendo que somente Ele pode salvar o pecador de uma eternidade de sofrimento.
Eruditos incrédulos como Bultmann, e outros do mesmo naipe, caíram na incredulidade por terem rejeitado os milagres do evangelho. Mas, a grande e inescapável verdade é que Jesus Cristo é Deus, operou muitos milagres aqui na Terra e um dia há de voltar na glória dos Seus anjos e santos, para julgar o mundo com justiça e equidade.
Só que, antes disso, o mundo vai passar por uma tremenda purificação, durante os sete anos da Grande Tribulação, a fim de receber o SANTO, Que há de vir em majestade e glória, para julgar todos os homens. Mas, os que O receberam como Salvador e Senhor, antes desse dia, e morreram crendo nEle, estarão salvos das terríveis provações. Os santos que morreram e foram julgados no Tribunal de Cristo e os que morreram pela sua fé, sob o reinado do Anticristo, não passarão pelo julgamento, pois já estarão salvos sob a mão protetora do Senhor da Eternidade, o Príncipe da Paz...
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