De acordo com muitos líderes evangélicos, estamos presenciando uma nova onda varrendo a América.
“A Primeira Onda foi o Movimento Pentecostal; a Segunda Onda foi o Movimento Carismático e agora a Terceira Onda, que está reunindo os dois. A Terceira Onda é, sem dúvida, a dos evangélicos de vanguarda, agora cônscios do poder de Deus, os quais não querem se identificar com o Pentecostalismo” (C. Peter Wagner, conforme citação feita na o livro “Trojan Horse”, p. 244). Ao mesmo tempo em que os seus proponentes afirmam o obsoleto Pentecostalismo como sua herança, a doutrina da Terceira Onda da Teologia do Movimento Vineyard - bem como a do seu filho ainda engatinhando, os Promise Keepers - representam muito mais. Essa é uma doutrina de extremismo extra-bíblico, focalizando a exclusiva busca sensualmente orientada de experiências e declarações diretamente do Deus Todo Poderoso.
Mais que frequentemente o “profeta” nomeia o indivíduo a quem tais pronunciamentos são direcionados, tendo visões, nas quais o aparecimento de Jesus e de outros bem conhecidos personagens bíblicos pode acontecer. Com peculiares e inacreditáveis extremos, práticas e condutas, tudo em nome do mover do Espírito Santo, as supra citadas humildes e primitivas práticas têm brotado da igreja mãe dos Promise Keepers.
“Os responsáveis pela Terceira Onda Vineyard, bem como dos Departamentos de Relações Públicas dos Promise Keepers têm aperfeiçoado técnicas de invasão, com o fito de alcançar denominações biblicamente embasadas, infiltrando-as com este “levedo” doutrinário, focalizando suas vitimas espiritualmente ingênuas, usando uma propaganda que apela à unidade, harmonia e necessidade da igreja por ‘homens de verdade’.
Esta é uma conspiração bem planejada, estrategicamente dirigida no sentido de invadir as posições teológicas extremamente diferentes. Sua esperança é que esses grupos visados possam engolir a isca de ‘A doutrina não é tão importante. Vamos amar Jesus e nos unir por Cristo’. O seu plano é conduzir e impor a todos os grupos - pentecostais e não pentecostais, protestantes e não protestantes - o ensino e a filosofia extra-bíblicos, que escravizam, excitam e os conduzem a um fervor evangelístico. Desse modo, um influxo de preletores do tipo Vineyard e de ministros influentes da Terceira Onda tem estado na invasão das igrejas embasadas na Bíblia, sob a falsa e enganosa premissa dos Promise Keepers.” (Phil Arms, obra citada, ps. 245-246).
No momento, vamos examinar esse Movimento da Terceira Onda, o qual compreende os Vineyards, os Promise Keepers e a Bênção de Toronto [antes do Vineyard] e agora o Reavivamento de Pensacola, numa linha importante das Assembleias de Deus.
Lembro mais uma vez que existe ampla informação dobre o assunto, o qual vou apresentar apenas de maneira generalizada, visto como pode ser encontrado em vários livros informativos. Estas não são ideias minhas e não sou a única pessoa por dentro deste assunto. Existem muitos livros e ministérios e também websites dedicados a esclarecer os cristãos sobre o engodo que já salta diante dos nossos olhos. Em Lucas 11:29 Jesus condena: “Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas” e a 2 Tessalonicenses 2:9 nos previne sobre a vinda do Anticristo “...segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”. Então, como foi que este movimento teve início?
Origem do Movimento dos Sinais e Maravilhas
As origens modernas deste movimento datam de Essek William Kenyon, o qual começou no século 20 como um vigoroso evangelista rural, tendo fundado o Bethel Bible Institute, do qual foi o superintendente, de 1900 até 1923. Em 1923, ele deixou o Bethel e se mudou para o Oeste [dos EUA], onde costumava ministrar, junto com Aimée Simple McPherson, em seu templo, em Los Angeles. McConnell documenta fartamente a forte conexão de Kenyon com o Colégio Emmerson e os seus ensinos universalistas, Ciência da Mente, Novo Pensamento e outras seitas metafísicas. (D. R. McConnell – A Different Gospel, cap. 3). Kenyon reuniu tais doutrinas num ensino cristão que ele chamou “ciência espiritual”. “Segundo Kenyon, esta era ‘a habilidade da ciência cristã de aplicar o sobrenatural às necessidades de cura das massas’, tendo sido a razão de elevadas taxas de atrito nas igrejas denominacionais e, portanto, do crescimento dos carismáticos independentes”. - (Ibid, p. 47) Kenyon foi, sem dúvida, o pai do Movimento da Fé - Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Oral Roberts, William Branham, Benny Hinn e todos os demais “mestres da fé” tiveram nele as suas raízes. De fato, Hagin até foi constantemente acusado de plagiar Kenyon em quase cada palavra (Ver o supra citado livro de McConnell e Cristianismo em Crise, de Hanke Hannegraff. A partir de Kenyon surgiram: o Movimento Palavra da Fé, o Movimento Chuva Serôdia e o ecumenismo do novo Movimento Carismático. Eles embasam a unidade no amor. Porém não no amor e verdade. Lembro mais uma vez que existem livros sobre as suas falsas doutrinas, cristologia e práticas.
Branham não acreditava na Trindade. Muitos mestres da Palavra da Fé acreditam na existência de “pequenos deuses” e em que Jesus precisou “nascer de novo”. Existem muitos problemas com os seus ensinos, porém vou focalizar apenas duas das suas doutrinas mais perigosas, as quais atualmente fazem parte de todos esses movimentos: o Conhecimento da Revelação e a Doutrina dos Manifestos Filhos de Deus.
O Conhecimento da Revelação
É a ideia de que Deus continua a revelar coisas através de meios, como “palavras
de conhecimento”, sonhos e intuição. Esse conhecimento da revelação tem o mesmo peso da revelação bíblica. No dia em que alguém estiver falando diretamente e com a mesma autoridade de Deus, com o “Assim diz o Senhor”, então é hora de termos problemas. Pois esse dia já chegou! Basta entrar numa dessas igrejas da Onda Carismática, para constatá-lo pessoalmente. Eu poderia indicar uma dúzia de livros repletos de falsas profecias, tais como “A Colheita” de Rick Joyner. Poderia também indicar uma porção de websites cheios de falsas profecias.
James Ryle é Bill McCartney, pastor e fundador do Promise Keepers. Suas revelações acontecem através de sonhos: “Houve muitas ocasiões em minha própria vida, nas quais o Senhor me deu significativos insights através de sonho e visão. Esses sonhos proféticos algumas vezes tratam da Igreja, de uma nação ou dos líderes da Igreja. Outras vezes a revelação é focalizada a nível pessoal”. (James Ryle, “Hippo in The Garden”, p125). Seu livro está cheio de exemplos de como ele é conduzido pelos sonhos. Isso é escriturístico? Quer haja um sonho, uma intuição ou qualquer “palavra” de Deus, tudo isso é extra-bíblico [negando a 2 Timóteo 3:16-17]. Portanto, sejamos cautelosos em atribuí-lo a Deus. Alguns chegam a tal ponto, de afirmar que “nossas palavras criam realidade”, “nossas palavras geram saúde e riqueza”. Isso pode ser escutado diariamente nas TVs “cristãs”. [Toda essa parafernália “evangélica” é corroborada por Davi Yong Cho e sua visão budista].
Pode parecer absurdo, mas tenha cuidado, pois as pessoas estão sendo sutilmente controladas, quando vão à frente, no final dos cultos e alguém lhes entrega uma “palavra de conhecimento”. Um dos “profetas” de Kansas City andou entregando algumas “palavras de conhecimento” às pessoas, porém, mais tarde, ele foi disciplinado pelos Vineyards por ser pedófilo e homossexual. Será que os pronunciamentos desse “profeta” eram exatos? Como pode alguém expressar milhares de impressões, pensamentos e quadros que vêm à mente de alguém ali colocado por Satanás ou por Deus? As pessoas estão sendo desviadas da legítima Palavra de Deus para os seus sentimentos subjetivos ou, o que é pior, para alguma subjetiva “rhema” ou “palavra” de Deus. Impressões íntimas não são necessariamente uma forma de revelação ou de autoridade. Contudo, muitos santos ingênuos aceitam essas “profecias” como se proviessem diretamente de Deus. Eles estão sendo manipulados e muitas vidas têm sido arruinadas por alguns “profetas” muito importantes ou por outros não tão importantes.
A outra área que eu gostaria de comentar é sobre Os Manifestos Filhos de Deus. Este movimento veio do Chuva Serôdia, de William Branham. Eles garantem que haverá um grupo de vencedores, os quais demonstrarão sinais e maravilhas, além de outros poderes sobrenaturais, nos últimos dias. O nome dessa doutrina vem mudando ao correr dos anos, dependendo do grupo que dela se utiliza. Ela se refere variavelmente à nova geração e, mais recentemente, ao Exército de Joel, conforme os “profetas” do Vineyard e de Kansas City. Falsos profetas falam sobre uma futura guerra civil entre os cristãos (Rick Joyner, John Wimber, John Arnott, James Ryle e muitos outros). Vocês podem ler sobre o assinto no site deles. Por exemplo, no site de Rick Joyner: http://www.eaglestar.org/calltoarms/sroad1997.htm).
Esta será uma guerra para ficarem livres (isto é, enviar para a glória um pouco mais cedo) os oponentes, ou seja, os que os renegam, opondo-se ao “mover de Deus”. [Nota da Tradutora: Atenção, irmãos fundamentalistas bíblicos: Se o Senhor não nos arrebatar bem depressa, provavelmente esses “manifestos” nos “despacharão” para a glória, mais cedo que imaginamos!].
O que Eles Dizem Sobre a Oposição
James Ryle escreveu a John Lowffler, logo após o seu aparecimento em um show, numa rádio em Denver, “Steel or Steel”: “Hoje existe um grupo de pessoas que se promovem como puristas bíblicos, o remanescente fiel que prega sozinho a palavra e que evidentemente possui o poder de julgar e criticar qualquer pessoa que não seja igual a eles. Isso não é novidade, pois qualquer estudioso da Escritura pode atestar. Foram realmente desse tipo as pessoas que crucificaram Jesus Cristo.
Eram os escribas e fariseus, religiosos e irados, atacando e perseguindo qualquer pessoa que ousasse discordar de suas exclusivas visões. É assim que se fortalece a
conspiração. Esses cães de guarda da pureza doutrinária - os quais ironicamente violam as Escrituras através de suas ímpias atitudes, dos seus comentários com significado espiritual e do seu enganoso registro - que agora voltaram suas espadas contra os Vineyards e seus líderes. E por quê? Visto não haver verdade alguma em suas acusações, alguém deveria indagar: por que eles acusam? O que os motiva a derrubar outra Igreja? A resposta é: orgulho, ciúme, medo, ódio ou ignorância.”
Pelo visto, qualquer pessoa que ousar opor-se a eles, está se opondo a Deus. “A comunidade religiosa sempre volta atrás, quando Deus se move, afiando a língua e apontando o dedo. Sempre existe oposição ao mover de Deus e nós simplesmente não queremos estar entre os que se opõem” (Carl Tuttle, Vineyard - Anheim, conforme transcrito da fita cassete #00363, segundo registro na obra “Deception in the Church News Letter”, com site na Internet). Para maiores informações sobre a oposição [Aos Manifestos Filhos de Deus], leiam o livro do evangelista Steve Hill, do Pensacola Revival, intitulado “The God Mockers” (Os Escarnecedores de Deus), ou ver na Internet no website: http://www.rapidnet.com/di/new_product/god_mo_1.htm.
Como já antes foi dito neste livro, a Escritura encoraja os crentes a questionarem:
“E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos 17:10-11).
O problema é que não temos espaço para um debate honesto, mesmo tendo sido este encorajado pelo apóstolo Paulo, referindo-se aos seus próprios ensinos. Concordo em que não devemos nos opor a um legítimo mover de Deus, porém é preciso que o examinemos para ver se o mesmo tem respaldo na Escritura. Isso não significa caçar heresia, ser negativo ou não ser amoroso, mas estar atento, considerando o engodo que se aproxima.
Por favor, não acreditem em minhas palavras; leiam, estudem a Palavra e orem. Confiram as minhas fontes e tirem suas próprias conclusões. Porém se ousarem falar contra esse mastodonte que está se aproximando, na certa ele vai esmagar vocês sem misericórdia.
Eles consideram inimigo qualquer um que a eles se opõe, o qual deveria ser eventualmente eliminado. No livro de Rick Joyner -“The Shepherds Rod” (A Vara dos
pastores), 1997, ele diz o seguinte:
“Os corvos e as raposas devorarão os que não se moverem com o Espírito Santo, este ano... Os que não corresponderem de modo apropriado ao Espírito Santo serão como carcaças no deserto, presa para os predadores... As raposas são um símbolo para a ilusão... Os que não receberem o amor da verdade, a qual será entregue pelos inspirados mestres, ficarão marcados pela sua forte ilusão e confusão”.
Apenas mais uma citação de Steve Hill, das Assembleias de Deus de Brownsville (origem do reavivamento de Pensacola): “Os escarnecedores de Deus ridicularizam e desprezam tudo que ‘não aprovam’. A segunda marca de um escarnecedor de Deus é ter medo do confronto e da mudança. Eles estão de tal modo firmados na tradição religiosa que se fecham a qualquer revelação nova” (Steve Hill – “God Mockers”).
Espero que não sejamos encaixados nessa descrição - que estejamos sempre abertos ao Senhor. Pode haver certa soma de verdade em acusar alguns cristãos de estarem incrustados na tradição, não se abrindo à nova revelação. Mas esperamos que qualquer nova revelação seja totalmente escritural. Quanto a se devemos ou não julgar, vamos observar os versos seguintes: “Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Coríntios 2:15)
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? (1 Coríntios 6:2).
“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1 Coríntios 10:15).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).
Para facilitar a compreensão desse dilema, examinemos tudo sobre o Movimento da Terceira Onda:
Características da Terceira Onda
John Wimber, fundador dos Vineyards, foi um dos líderes da Terceira Onda. Ele considerava a igreja moderna racional e materialista demais e, portanto, não aberta ao legítimo poder de Deus e, portanto, os cristãos careciam de uma nova fé no sobrenatural.
Mas teriam sido os sinais e maravilhas que provocaram o crescimento da igreja primitiva?
Historicamente os sinais e maravilhas operados por Jesus não produziram fé. A princípio eles ajudaram na Sua popularidade, porém as multidões logo se dispersavam. Jesus falou sobre as massas que iam até Ele em busca de milagres: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas” (Mateus 12:39).
Evangelismo de poder através de sinais e maravilhas, obviamente está em falta, neste assunto.
“Os sinais não têm qualquer poder inerente no sentido de conduzir os pecadores à fé. Isso deveria ser óbvio, quando se examina o ministério de Jesus, no qual os poderes da época futura eram regularmente expostos em conexão com uma vida perfeita e uma infalível declaração da verdade, porém, mesmo assim, o seu povo claramente O rejeitou” (Stan Fowler - “Signs and Wonders Today” – conforme citação de Eric Wright no “Strange Fire”, Evangelical Press, Inglaterra, p. 250).
As igrejas alcançadas pela “Bênção de Toronto” e o “Derramamento de Pensacola” têm sido afetadas por estranhos fenômenos: tremores, contorções, risos incontroláveis, latidos, rugidos, gritos, fanerose e assim por diante. Deveríamos observar que a comunidade de Vineyard separou-se da Vineyard de Toronto. Mesmo assim esses fenômenos continuam a ser vistos nas comunidades vineyards e nas Assembleias de Deus, através da nação. Essas atividades que, há anos atrás, deveriam ser questionadas como sendo, possivelmente, demoníacas, agora são recebidas como um mover do Espírito Santo. É verdade que têm surgido alguns bons frutos em razão de tais experiências.
Contudo, seria por causa delas ou apesar delas? [Nota da Tradutora: Deus é Soberano e age como quer, onde quer e quando quer, apesar da nossa iniquidade]. O caso é que tenho recebido uma porção de e-mails de pessoas que foram terrivelmente machucadas por causa dessas experiências.
Alan Morrison escreve: “Depois de ter sido consultado por muitas centenas de pessoas que haviam sido afetadas por essas experiências psico-religiosas... dentro das igrejas que propagam as experiências de Toronto, encontramos nelas muitíssimos pontos característicos das seitas: 1. - revelação extrabíblica; 2.- uma falsa base de salvação; 3. - afirmações arrogantes dos seus líderes; 4. - doutrina dúbia; 5. - cristologia deficiente; 6. - pneumatologia deficiente; 7. - prova injustificada de texto escritural; 8. - injusta e ameaçadora denúncia contra os que discordam; 9. - práticas e associações sincretistas”. (Letter in Evangelical Times, conforme citado por Eric E. Wright, no "Strange Fire", p. 47).
Além disso, Wright observa que os milagres não eram comuns na vida do Velho nem do Novo Testamento: “A contínua dependência de milagres coloca em dúvida a sabedoria de Deus, desvalorizando o Seu íntimo envolvimento em todos os setores da vida e da história”. (Ibid, p. 244).
Essa gente trata o Espírito Santo como se Ele fosse um produto de mercado que pudesse ser descartado ou apanhado por qualquer pessoa que passasse. Tanto Hannegraff em seu livro “Counterfeit Revival” (Falso Reavivamento) como Wright no “Strange Fire” (Fogo Estranho) fazem idênticas observações. Wright observa sete características negativas na “Bênção de Toronto” e nos Vineyards:
1.- Falta de espontaneidade.
2.- Fenômenos físicos que correspondem quase exatamente aos resultantes do hipnotismo.
3.- Dependência das pessoas que vão às reuniões, na expectativa do que irá acontecer.
4.- Dependência das técnicas subjetivas para gerar a abertura do que acontece.
5.- Dependência de uma atmosfera poderosamente carregada, num culto produzido e cuidadosamente coreografado, numa reunião demorada.
6.- Semelhança ao que acontece na lavagem cerebral.
7.- Tratamento indigno dado ao Espírito Santo, como se Ele fosse um produto de mercado que pode ser descartado por homens supostamente “ungidos”. [Nota da Tradutora: Não seria essa uma forma atual de blasfêmia contra o Espírito Santo?]
Wright prossegue: “Em minha opinião esse movimento não manifesta reavivamento algum do Espírito Santo. O que ele revela de fato é um apelo às urgências psicológicas da humanidade, disfarçado numa embalagem de comunicações correspondentes aos desejos e necessidades do homem moderno. Ele corresponde aos profundos anseios da humanidade por comodismo e desejo de fugir da luta e dos problemas da vida. Ele engloba emoções mais do que intelecto. Ele usa música barata, com atores entretendo os presentes, numa atmosfera de relaxamento, tudo isso embalado num programa muito excitante. O movimento atual reflete o desenvolvimento - no Vineyard - de uma teologia de sinais e maravilhas geradores de intensa expectativa e excitação” (Ibid, p. 221).
Mais tarde, Wright, um pastor canadense que havia frequentado pessoalmente o Vineyard de Toronto, muitas vezes admirava-se de como o pessoal ali “deixa de notar que os hipnotizadores e praticantes de religiões alienadas realizam rotineiramente curas idênticas àquelas realizadas nos círculos vineyards” (Ibid, p. 238).
Finalmente, quero citar uma carta escrita por Al Dagar, endereçada a Steve Hill, das Assembleias de Deus de Brownsville: “Como poderiam os eleitos ser quase enganados, Steve? A única resposta é que o grande engodo dos últimos dias chegaria com poder, em o nome de Jesus. A única razão pela qual os legítimos eleitos não serão enganados, é que eles possuirão discernimento e humildade para reconhecer as sutis diferenças entre a legítima obra de Deus e a falsidade. A diferença não será patente ao cristão nominal, nem aos que buscam experiências acima da verdade.” (Special Report, Pensacola Revival or Reveling, por Albert James Dager, p. 35 - Ênfase do autor do livro).
Muitíssimo mais pode ser e tem sido escrito sobre este assunto. Eu apenas toquei a ponta do iceberg. Não sou único a fazê-lo. Existem muitos que estão bem mais a par.
Espero que vocês leiam todo o texto dos livros aqui mencionados. O que isso representa é uma mudança de paradigma no Cristianismo evangélico:
* A doutrina e o ensino são mantidos em desprezo. As pessoas são levadas a restringir suas mentes à porta: não ore, apenas esteja aberto.
* Às pessoas é dito que estejam abertas à nova revelação e às novas experiências, pois recusá-las é resistir a Deus.
* A unidade é mais importante do que a verdade.
*Nossa verdade é definida estritamente, a fim de atingir os seus estritos objetivos.
* Os absolutos são divisores e estritos... O consenso de grupo é melhor.
* As experiências comprovam a verdade. *******************************
(Capítulo 7 do livro “Reconhecendo a Apostasia”, de Dene McGriff
“A Primeira Onda foi o Movimento Pentecostal; a Segunda Onda foi o Movimento Carismático e agora a Terceira Onda, que está reunindo os dois. A Terceira Onda é, sem dúvida, a dos evangélicos de vanguarda, agora cônscios do poder de Deus, os quais não querem se identificar com o Pentecostalismo” (C. Peter Wagner, conforme citação feita na o livro “Trojan Horse”, p. 244). Ao mesmo tempo em que os seus proponentes afirmam o obsoleto Pentecostalismo como sua herança, a doutrina da Terceira Onda da Teologia do Movimento Vineyard - bem como a do seu filho ainda engatinhando, os Promise Keepers - representam muito mais. Essa é uma doutrina de extremismo extra-bíblico, focalizando a exclusiva busca sensualmente orientada de experiências e declarações diretamente do Deus Todo Poderoso.
Mais que frequentemente o “profeta” nomeia o indivíduo a quem tais pronunciamentos são direcionados, tendo visões, nas quais o aparecimento de Jesus e de outros bem conhecidos personagens bíblicos pode acontecer. Com peculiares e inacreditáveis extremos, práticas e condutas, tudo em nome do mover do Espírito Santo, as supra citadas humildes e primitivas práticas têm brotado da igreja mãe dos Promise Keepers.
“Os responsáveis pela Terceira Onda Vineyard, bem como dos Departamentos de Relações Públicas dos Promise Keepers têm aperfeiçoado técnicas de invasão, com o fito de alcançar denominações biblicamente embasadas, infiltrando-as com este “levedo” doutrinário, focalizando suas vitimas espiritualmente ingênuas, usando uma propaganda que apela à unidade, harmonia e necessidade da igreja por ‘homens de verdade’.
Esta é uma conspiração bem planejada, estrategicamente dirigida no sentido de invadir as posições teológicas extremamente diferentes. Sua esperança é que esses grupos visados possam engolir a isca de ‘A doutrina não é tão importante. Vamos amar Jesus e nos unir por Cristo’. O seu plano é conduzir e impor a todos os grupos - pentecostais e não pentecostais, protestantes e não protestantes - o ensino e a filosofia extra-bíblicos, que escravizam, excitam e os conduzem a um fervor evangelístico. Desse modo, um influxo de preletores do tipo Vineyard e de ministros influentes da Terceira Onda tem estado na invasão das igrejas embasadas na Bíblia, sob a falsa e enganosa premissa dos Promise Keepers.” (Phil Arms, obra citada, ps. 245-246).
No momento, vamos examinar esse Movimento da Terceira Onda, o qual compreende os Vineyards, os Promise Keepers e a Bênção de Toronto [antes do Vineyard] e agora o Reavivamento de Pensacola, numa linha importante das Assembleias de Deus.
Lembro mais uma vez que existe ampla informação dobre o assunto, o qual vou apresentar apenas de maneira generalizada, visto como pode ser encontrado em vários livros informativos. Estas não são ideias minhas e não sou a única pessoa por dentro deste assunto. Existem muitos livros e ministérios e também websites dedicados a esclarecer os cristãos sobre o engodo que já salta diante dos nossos olhos. Em Lucas 11:29 Jesus condena: “Maligna é esta geração; ela pede um sinal; e não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas” e a 2 Tessalonicenses 2:9 nos previne sobre a vinda do Anticristo “...segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”. Então, como foi que este movimento teve início?
Origem do Movimento dos Sinais e Maravilhas
As origens modernas deste movimento datam de Essek William Kenyon, o qual começou no século 20 como um vigoroso evangelista rural, tendo fundado o Bethel Bible Institute, do qual foi o superintendente, de 1900 até 1923. Em 1923, ele deixou o Bethel e se mudou para o Oeste [dos EUA], onde costumava ministrar, junto com Aimée Simple McPherson, em seu templo, em Los Angeles. McConnell documenta fartamente a forte conexão de Kenyon com o Colégio Emmerson e os seus ensinos universalistas, Ciência da Mente, Novo Pensamento e outras seitas metafísicas. (D. R. McConnell – A Different Gospel, cap. 3). Kenyon reuniu tais doutrinas num ensino cristão que ele chamou “ciência espiritual”. “Segundo Kenyon, esta era ‘a habilidade da ciência cristã de aplicar o sobrenatural às necessidades de cura das massas’, tendo sido a razão de elevadas taxas de atrito nas igrejas denominacionais e, portanto, do crescimento dos carismáticos independentes”. - (Ibid, p. 47) Kenyon foi, sem dúvida, o pai do Movimento da Fé - Kenneth Hagin, Kenneth Copeland, Oral Roberts, William Branham, Benny Hinn e todos os demais “mestres da fé” tiveram nele as suas raízes. De fato, Hagin até foi constantemente acusado de plagiar Kenyon em quase cada palavra (Ver o supra citado livro de McConnell e Cristianismo em Crise, de Hanke Hannegraff. A partir de Kenyon surgiram: o Movimento Palavra da Fé, o Movimento Chuva Serôdia e o ecumenismo do novo Movimento Carismático. Eles embasam a unidade no amor. Porém não no amor e verdade. Lembro mais uma vez que existem livros sobre as suas falsas doutrinas, cristologia e práticas.
Branham não acreditava na Trindade. Muitos mestres da Palavra da Fé acreditam na existência de “pequenos deuses” e em que Jesus precisou “nascer de novo”. Existem muitos problemas com os seus ensinos, porém vou focalizar apenas duas das suas doutrinas mais perigosas, as quais atualmente fazem parte de todos esses movimentos: o Conhecimento da Revelação e a Doutrina dos Manifestos Filhos de Deus.
O Conhecimento da Revelação
É a ideia de que Deus continua a revelar coisas através de meios, como “palavras
de conhecimento”, sonhos e intuição. Esse conhecimento da revelação tem o mesmo peso da revelação bíblica. No dia em que alguém estiver falando diretamente e com a mesma autoridade de Deus, com o “Assim diz o Senhor”, então é hora de termos problemas. Pois esse dia já chegou! Basta entrar numa dessas igrejas da Onda Carismática, para constatá-lo pessoalmente. Eu poderia indicar uma dúzia de livros repletos de falsas profecias, tais como “A Colheita” de Rick Joyner. Poderia também indicar uma porção de websites cheios de falsas profecias.
James Ryle é Bill McCartney, pastor e fundador do Promise Keepers. Suas revelações acontecem através de sonhos: “Houve muitas ocasiões em minha própria vida, nas quais o Senhor me deu significativos insights através de sonho e visão. Esses sonhos proféticos algumas vezes tratam da Igreja, de uma nação ou dos líderes da Igreja. Outras vezes a revelação é focalizada a nível pessoal”. (James Ryle, “Hippo in The Garden”, p125). Seu livro está cheio de exemplos de como ele é conduzido pelos sonhos. Isso é escriturístico? Quer haja um sonho, uma intuição ou qualquer “palavra” de Deus, tudo isso é extra-bíblico [negando a 2 Timóteo 3:16-17]. Portanto, sejamos cautelosos em atribuí-lo a Deus. Alguns chegam a tal ponto, de afirmar que “nossas palavras criam realidade”, “nossas palavras geram saúde e riqueza”. Isso pode ser escutado diariamente nas TVs “cristãs”. [Toda essa parafernália “evangélica” é corroborada por Davi Yong Cho e sua visão budista].
Pode parecer absurdo, mas tenha cuidado, pois as pessoas estão sendo sutilmente controladas, quando vão à frente, no final dos cultos e alguém lhes entrega uma “palavra de conhecimento”. Um dos “profetas” de Kansas City andou entregando algumas “palavras de conhecimento” às pessoas, porém, mais tarde, ele foi disciplinado pelos Vineyards por ser pedófilo e homossexual. Será que os pronunciamentos desse “profeta” eram exatos? Como pode alguém expressar milhares de impressões, pensamentos e quadros que vêm à mente de alguém ali colocado por Satanás ou por Deus? As pessoas estão sendo desviadas da legítima Palavra de Deus para os seus sentimentos subjetivos ou, o que é pior, para alguma subjetiva “rhema” ou “palavra” de Deus. Impressões íntimas não são necessariamente uma forma de revelação ou de autoridade. Contudo, muitos santos ingênuos aceitam essas “profecias” como se proviessem diretamente de Deus. Eles estão sendo manipulados e muitas vidas têm sido arruinadas por alguns “profetas” muito importantes ou por outros não tão importantes.
A outra área que eu gostaria de comentar é sobre Os Manifestos Filhos de Deus. Este movimento veio do Chuva Serôdia, de William Branham. Eles garantem que haverá um grupo de vencedores, os quais demonstrarão sinais e maravilhas, além de outros poderes sobrenaturais, nos últimos dias. O nome dessa doutrina vem mudando ao correr dos anos, dependendo do grupo que dela se utiliza. Ela se refere variavelmente à nova geração e, mais recentemente, ao Exército de Joel, conforme os “profetas” do Vineyard e de Kansas City. Falsos profetas falam sobre uma futura guerra civil entre os cristãos (Rick Joyner, John Wimber, John Arnott, James Ryle e muitos outros). Vocês podem ler sobre o assinto no site deles. Por exemplo, no site de Rick Joyner: http://www.eaglestar.org/calltoarms/sroad1997.htm).
Esta será uma guerra para ficarem livres (isto é, enviar para a glória um pouco mais cedo) os oponentes, ou seja, os que os renegam, opondo-se ao “mover de Deus”. [Nota da Tradutora: Atenção, irmãos fundamentalistas bíblicos: Se o Senhor não nos arrebatar bem depressa, provavelmente esses “manifestos” nos “despacharão” para a glória, mais cedo que imaginamos!].
O que Eles Dizem Sobre a Oposição
James Ryle escreveu a John Lowffler, logo após o seu aparecimento em um show, numa rádio em Denver, “Steel or Steel”: “Hoje existe um grupo de pessoas que se promovem como puristas bíblicos, o remanescente fiel que prega sozinho a palavra e que evidentemente possui o poder de julgar e criticar qualquer pessoa que não seja igual a eles. Isso não é novidade, pois qualquer estudioso da Escritura pode atestar. Foram realmente desse tipo as pessoas que crucificaram Jesus Cristo.
Eram os escribas e fariseus, religiosos e irados, atacando e perseguindo qualquer pessoa que ousasse discordar de suas exclusivas visões. É assim que se fortalece a
conspiração. Esses cães de guarda da pureza doutrinária - os quais ironicamente violam as Escrituras através de suas ímpias atitudes, dos seus comentários com significado espiritual e do seu enganoso registro - que agora voltaram suas espadas contra os Vineyards e seus líderes. E por quê? Visto não haver verdade alguma em suas acusações, alguém deveria indagar: por que eles acusam? O que os motiva a derrubar outra Igreja? A resposta é: orgulho, ciúme, medo, ódio ou ignorância.”
Pelo visto, qualquer pessoa que ousar opor-se a eles, está se opondo a Deus. “A comunidade religiosa sempre volta atrás, quando Deus se move, afiando a língua e apontando o dedo. Sempre existe oposição ao mover de Deus e nós simplesmente não queremos estar entre os que se opõem” (Carl Tuttle, Vineyard - Anheim, conforme transcrito da fita cassete #00363, segundo registro na obra “Deception in the Church News Letter”, com site na Internet). Para maiores informações sobre a oposição [Aos Manifestos Filhos de Deus], leiam o livro do evangelista Steve Hill, do Pensacola Revival, intitulado “The God Mockers” (Os Escarnecedores de Deus), ou ver na Internet no website: http://www.rapidnet.com/di/new_product/god_mo_1.htm.
Como já antes foi dito neste livro, a Escritura encoraja os crentes a questionarem:
“E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” (Atos 17:10-11).
O problema é que não temos espaço para um debate honesto, mesmo tendo sido este encorajado pelo apóstolo Paulo, referindo-se aos seus próprios ensinos. Concordo em que não devemos nos opor a um legítimo mover de Deus, porém é preciso que o examinemos para ver se o mesmo tem respaldo na Escritura. Isso não significa caçar heresia, ser negativo ou não ser amoroso, mas estar atento, considerando o engodo que se aproxima.
Por favor, não acreditem em minhas palavras; leiam, estudem a Palavra e orem. Confiram as minhas fontes e tirem suas próprias conclusões. Porém se ousarem falar contra esse mastodonte que está se aproximando, na certa ele vai esmagar vocês sem misericórdia.
Eles consideram inimigo qualquer um que a eles se opõe, o qual deveria ser eventualmente eliminado. No livro de Rick Joyner -“The Shepherds Rod” (A Vara dos
pastores), 1997, ele diz o seguinte:
“Os corvos e as raposas devorarão os que não se moverem com o Espírito Santo, este ano... Os que não corresponderem de modo apropriado ao Espírito Santo serão como carcaças no deserto, presa para os predadores... As raposas são um símbolo para a ilusão... Os que não receberem o amor da verdade, a qual será entregue pelos inspirados mestres, ficarão marcados pela sua forte ilusão e confusão”.
Apenas mais uma citação de Steve Hill, das Assembleias de Deus de Brownsville (origem do reavivamento de Pensacola): “Os escarnecedores de Deus ridicularizam e desprezam tudo que ‘não aprovam’. A segunda marca de um escarnecedor de Deus é ter medo do confronto e da mudança. Eles estão de tal modo firmados na tradição religiosa que se fecham a qualquer revelação nova” (Steve Hill – “God Mockers”).
Espero que não sejamos encaixados nessa descrição - que estejamos sempre abertos ao Senhor. Pode haver certa soma de verdade em acusar alguns cristãos de estarem incrustados na tradição, não se abrindo à nova revelação. Mas esperamos que qualquer nova revelação seja totalmente escritural. Quanto a se devemos ou não julgar, vamos observar os versos seguintes: “Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Coríntios 2:15)
“Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? (1 Coríntios 6:2).
“Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1 Coríntios 10:15).
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).
Para facilitar a compreensão desse dilema, examinemos tudo sobre o Movimento da Terceira Onda:
Características da Terceira Onda
John Wimber, fundador dos Vineyards, foi um dos líderes da Terceira Onda. Ele considerava a igreja moderna racional e materialista demais e, portanto, não aberta ao legítimo poder de Deus e, portanto, os cristãos careciam de uma nova fé no sobrenatural.
Mas teriam sido os sinais e maravilhas que provocaram o crescimento da igreja primitiva?
Historicamente os sinais e maravilhas operados por Jesus não produziram fé. A princípio eles ajudaram na Sua popularidade, porém as multidões logo se dispersavam. Jesus falou sobre as massas que iam até Ele em busca de milagres: “Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas” (Mateus 12:39).
Evangelismo de poder através de sinais e maravilhas, obviamente está em falta, neste assunto.
“Os sinais não têm qualquer poder inerente no sentido de conduzir os pecadores à fé. Isso deveria ser óbvio, quando se examina o ministério de Jesus, no qual os poderes da época futura eram regularmente expostos em conexão com uma vida perfeita e uma infalível declaração da verdade, porém, mesmo assim, o seu povo claramente O rejeitou” (Stan Fowler - “Signs and Wonders Today” – conforme citação de Eric Wright no “Strange Fire”, Evangelical Press, Inglaterra, p. 250).
As igrejas alcançadas pela “Bênção de Toronto” e o “Derramamento de Pensacola” têm sido afetadas por estranhos fenômenos: tremores, contorções, risos incontroláveis, latidos, rugidos, gritos, fanerose e assim por diante. Deveríamos observar que a comunidade de Vineyard separou-se da Vineyard de Toronto. Mesmo assim esses fenômenos continuam a ser vistos nas comunidades vineyards e nas Assembleias de Deus, através da nação. Essas atividades que, há anos atrás, deveriam ser questionadas como sendo, possivelmente, demoníacas, agora são recebidas como um mover do Espírito Santo. É verdade que têm surgido alguns bons frutos em razão de tais experiências.
Contudo, seria por causa delas ou apesar delas? [Nota da Tradutora: Deus é Soberano e age como quer, onde quer e quando quer, apesar da nossa iniquidade]. O caso é que tenho recebido uma porção de e-mails de pessoas que foram terrivelmente machucadas por causa dessas experiências.
Alan Morrison escreve: “Depois de ter sido consultado por muitas centenas de pessoas que haviam sido afetadas por essas experiências psico-religiosas... dentro das igrejas que propagam as experiências de Toronto, encontramos nelas muitíssimos pontos característicos das seitas: 1. - revelação extrabíblica; 2.- uma falsa base de salvação; 3. - afirmações arrogantes dos seus líderes; 4. - doutrina dúbia; 5. - cristologia deficiente; 6. - pneumatologia deficiente; 7. - prova injustificada de texto escritural; 8. - injusta e ameaçadora denúncia contra os que discordam; 9. - práticas e associações sincretistas”. (Letter in Evangelical Times, conforme citado por Eric E. Wright, no "Strange Fire", p. 47).
Além disso, Wright observa que os milagres não eram comuns na vida do Velho nem do Novo Testamento: “A contínua dependência de milagres coloca em dúvida a sabedoria de Deus, desvalorizando o Seu íntimo envolvimento em todos os setores da vida e da história”. (Ibid, p. 244).
Essa gente trata o Espírito Santo como se Ele fosse um produto de mercado que pudesse ser descartado ou apanhado por qualquer pessoa que passasse. Tanto Hannegraff em seu livro “Counterfeit Revival” (Falso Reavivamento) como Wright no “Strange Fire” (Fogo Estranho) fazem idênticas observações. Wright observa sete características negativas na “Bênção de Toronto” e nos Vineyards:
1.- Falta de espontaneidade.
2.- Fenômenos físicos que correspondem quase exatamente aos resultantes do hipnotismo.
3.- Dependência das pessoas que vão às reuniões, na expectativa do que irá acontecer.
4.- Dependência das técnicas subjetivas para gerar a abertura do que acontece.
5.- Dependência de uma atmosfera poderosamente carregada, num culto produzido e cuidadosamente coreografado, numa reunião demorada.
6.- Semelhança ao que acontece na lavagem cerebral.
7.- Tratamento indigno dado ao Espírito Santo, como se Ele fosse um produto de mercado que pode ser descartado por homens supostamente “ungidos”. [Nota da Tradutora: Não seria essa uma forma atual de blasfêmia contra o Espírito Santo?]
Wright prossegue: “Em minha opinião esse movimento não manifesta reavivamento algum do Espírito Santo. O que ele revela de fato é um apelo às urgências psicológicas da humanidade, disfarçado numa embalagem de comunicações correspondentes aos desejos e necessidades do homem moderno. Ele corresponde aos profundos anseios da humanidade por comodismo e desejo de fugir da luta e dos problemas da vida. Ele engloba emoções mais do que intelecto. Ele usa música barata, com atores entretendo os presentes, numa atmosfera de relaxamento, tudo isso embalado num programa muito excitante. O movimento atual reflete o desenvolvimento - no Vineyard - de uma teologia de sinais e maravilhas geradores de intensa expectativa e excitação” (Ibid, p. 221).
Mais tarde, Wright, um pastor canadense que havia frequentado pessoalmente o Vineyard de Toronto, muitas vezes admirava-se de como o pessoal ali “deixa de notar que os hipnotizadores e praticantes de religiões alienadas realizam rotineiramente curas idênticas àquelas realizadas nos círculos vineyards” (Ibid, p. 238).
Finalmente, quero citar uma carta escrita por Al Dagar, endereçada a Steve Hill, das Assembleias de Deus de Brownsville: “Como poderiam os eleitos ser quase enganados, Steve? A única resposta é que o grande engodo dos últimos dias chegaria com poder, em o nome de Jesus. A única razão pela qual os legítimos eleitos não serão enganados, é que eles possuirão discernimento e humildade para reconhecer as sutis diferenças entre a legítima obra de Deus e a falsidade. A diferença não será patente ao cristão nominal, nem aos que buscam experiências acima da verdade.” (Special Report, Pensacola Revival or Reveling, por Albert James Dager, p. 35 - Ênfase do autor do livro).
Muitíssimo mais pode ser e tem sido escrito sobre este assunto. Eu apenas toquei a ponta do iceberg. Não sou único a fazê-lo. Existem muitos que estão bem mais a par.
Espero que vocês leiam todo o texto dos livros aqui mencionados. O que isso representa é uma mudança de paradigma no Cristianismo evangélico:
* A doutrina e o ensino são mantidos em desprezo. As pessoas são levadas a restringir suas mentes à porta: não ore, apenas esteja aberto.
* Às pessoas é dito que estejam abertas à nova revelação e às novas experiências, pois recusá-las é resistir a Deus.
* A unidade é mais importante do que a verdade.
*Nossa verdade é definida estritamente, a fim de atingir os seus estritos objetivos.
* Os absolutos são divisores e estritos... O consenso de grupo é melhor.
* As experiências comprovam a verdade. *******************************
(Capítulo 7 do livro “Reconhecendo a Apostasia”, de Dene McGriff
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